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A Nossa Escola

O “Ver” no Sentir

Não é muito fácil descrevermos o que sentimos ao fazer este artigo sobre a nossa Filipa, uma menina invisual que frequenta o quinto ano.

Filipa é caracterizada, segundo a professora Celina, que a apoia, como sendo uma aluna participativa, interessada, comunicativa e, acima de tudo, muito alegre.

Como veio de uma escola pequena sentiu algumas dificuldades de adaptação a esta escola, para ela grande e barulhenta. Com o passar do tempo, tem vindo a habituar-se à confusão, própria de qualquer escola.

Também os professores estavam, inicialmente, ansiosos e com receio de não a ajudar da melhor forma possível. Contudo e de acordo com a opinião da referida professora, o grupo de professores tem vindo a revelar-se uma equipa fantástica e compreensiva.

A Filipa frequenta todas as disciplinas e tem um horário adaptado que lhe permite conjugar o tempo de aulas normais com as aulas de apoio.

Nas aulas de Educação Física, faz todos os exercícios que não se revelem perigosos, mas sempre acompanhada por um colega. Por outro lado, tem uma aula de quarenta e cinco minutos, exclusivamente com o seu professor, Rui de Sousa, de forma a melhorar as suas aptidões. Joga futebol, “vendo” a bola através do barulho que esta faz ao bater no chão.

Nas aulas de T.I.C., faz exactamente o que os colegas fazem, utilizando o programa Jaws que reproduz as letras por ela premidas.Inglês revelou-se um problema para a Filipa, uma vez que as palavras se lêem de uma forma diferente da que se escrevem. Também, na disciplina de Matemática, a Filipa tem algumas dificuldades pois apresenta, de acordo com as explicações da Professora Celina, um raciocínio comprometido na resolução de problemas.

Para superar as suas dificuldades, a Filipa necessita de utilizar material adequado, como por exemplo: máquina de Braille, papel cavalinho, cubarítmos, manuais em Braille e mapas de relevo. Embora já tenha sido requisitado ao Centro de Recursos de Lisboa um estojo de desenho específico que facilite o trabalho à Filipa e desenvolva as suas competências, o mesmo ainda não chegou à escola.

Em próximas edições, iremos acompanhar, mais particularmente, o dia-a-dia da Filipa.

Só um pedido! Quando virem a Filipa nos corredores, sejam civilizados e olhem bem à vossa volta!

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Discussão

1 comentário para “O “Ver” no Sentir”

  1. parabens pelo vosso trabalho

    Por celina miranda | Março 12, 2008, 19:51

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