A 11 de Outubro de 1871, nasceu, em Lamego, no seio de uma família aristocrata, Fausto Guedes Teixeira, filho de José Augusto Guedes Teixeira e de Leopoldina de Queirós Guedes.
Estudou Direito, na Universidade de Coimbra, onde conviveu com muitos dos intelectuais portugueses mais importantes do seu tempo. Nessa cidade, fez parte do grupo “Os Polainudos”, a que pertenciam, entre outros, Eugénio de Castro, Armando Navarro, Henrique de Vasconcelos, Agostinho de Campos, Alberto de Oliveira, Mendes dos Remédios e Alberto Osório de Castro.
Viveu no Brasil e em Moçambique. Quando regressou a Portugal, fixou residência em Lisboa. Durante 20 anos exerceu vários cargos públicos e foi jornalista.
Regressou à sua cidade natal, Lamego, onde acabou por falecer em 1940.
Existe uma rua com o seu nome, nas cidades de Lisboa, São Paulo e Lamego.
Foi realizado um filme biográfico, de autoria de Paula Pinto e Patrícia Brás, que ilustra bem a sua vida, enquadrando o seu percurso literário com a vida social e politica da época.
A nível literário, foi um poeta lírico por excelência e um verdadeiro sentimental. Ao longo da sua obra, Fausto Guedes Teixeira procura dar satisfação à necessidade que sente de expressar, não a realidade das coisas, mas o modo como elas afectam a sua alma e desenvolvem o conhecimento pessoal da sua vida interior. A sua poesia, apesar de conter descrições muito íntimas, consegue, todavia, despertar sentimentos latentes na consciência, permitindo, como ele próprio refere, libertar o espírito: «não do sentimento, mas no sentimento». Poeta idealista, a sua corrente literária insere-se nas correntes do neo-romantismo e simbolismo, apresentando também laivos de naturalista, decadentista e panteísta.
Na sua obra contam-se livros como Náufragos (1892), Carta a um Poeta (1899) e Sonetos de Amor (1922). Postumamente, foi publicada uma edição definitiva das obras completas, intitulada de O Meu Livro (1941).
Amar ou Odiar
Amar ou odiar Ou tudo ou nada O meio termo é que não pode ser A alma tem de estar sobressaltada Para o nosso barro sentir; viver Não é uma Cruz que não se queira pesada Metade de um prazer, não é um prazer! E quem quiser a vida sossegada Fuja da vida e deixe-se morrer! Vive-se tanto mais quanto se sente Todo o valor está no que sofremos Amemos muito como odiamos já! A verdade está sempre nos extremos Pois é no sentimento que ela está.
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