António de Oliveira Salazar nasceu a 28 de Abril de 1889, em Santa Comba Dão. Oriundo de uma família de agricultores, o seu ensino foi fortemente marcado pelo Catolicismo.
Foi professor de Economia Política e em 1921 iniciou a sua carreira na política, como deputado católico, no Parlamento Republicano. Rapidamente ascendeu a novos e mais conceituados cargos, nomeadamente, Ministro das Finanças e Chefe de Governo.
Em 1933, com a aprovação da nova Constituição, formou-se o Estado Novo. Este regime autoritário e totalitarista regia-se pela opressão e pelo medo. Tinha como ideais outros regimes fascistas, embora nunca se assumisse como tal. Os objectivos do Estado passavam por criar uma Nação unida, expandir o Império, aumentar a riqueza e cultivar os valores católicos e da família. A Igreja e o regime caminhavam lado a lado. Deus, Pátria e Família eram os valores mais defendidos.
A Censura foi outra das características negativas que marcaram este regime. Oprimiu a rádio, a imprensa, o teatro e a televisão, proibindo a exibição de tudo o que eram ideias socialistas e de liberdade.
Antes mesmo da revolta, embora o “saldo” do Estado estivesse em alta, o povo vivia na miséria, a fome e a ignorância eram as realidades da época. Tudo isto levou a que cada vez mais ideias revolucionários fossem ganhando consistência. Foi no dia 25 de Abril de 1974 que elas foram claramente expressas.
Na minha opinião, embora ainda não tivesse nascido, considero que, efectivamente, a Revolução dos Cravos, como ficou conhecida, constituiu um marco extremamente importante para a História do nosso país e abriu as portas à liberdade das pessoas.
A minha geração toma contacto com estas realidades quando estuda obras como “Felizmente Há Luar!”, de Luís de Sttau Monteiro.

Não sou defensor do regime salazarista. A liberdade é um valor único da pessoa humana, que ninguém tem o direito de cercear.Mas, este valor, que faz parte da essência do ser humano, deve ser bem orientado para não resvalar para a libertinagem. Ou seja, liberdade e responsabilidade devem andar de mãos dadas. E, a propósito dos três conceitos Deus, Pátria e Família, se é verdade que foram usurpados pelo salazarismo, e daí a conotação negativa que se lhes atribui, não é menos verdade que, em si mesmos, encerram valores que não são património de nenhum regime ou ideologia, mas sim pertença de todos. Como tal, na seu carácter genuíno, na minha opinião, devem ser promovidos.