Ao analisarmos o “Memorial do Convento” de José Saramago, encontramos vários símbolos e curiosidades acerca de personagens e contextos.O rei retratado na obra, D. João V, tinha como cognome o “Magnânimo”, devido aos seus gostos extravagantes e luxuosos tão característicos do seu reinado. Também era denominado de “Freirático” devido à sua apetência por freiras.Baltasar e Blimunda viram-se pela primeira e última vez, num auto-de-fé.O número “7”, na obra, tem um significado importante. Faz parte do nome de duas personagens, Blimunda Sete-Luas e Baltazar Sete-Sóis. O número sete é símbolo da totalidade, da união do feminino e do masculino. Representa, também, o fechar de um ciclo.
Baltasar é maneta da mão esquerda, também Deus, na opinião do padre Bartolomeu, o era.
O Convento de Mafra, mandado construir por D. João V, foi consagrado num domingo, 22 de Outubro de 1730, aquando do 41º aniversário do rei.O transporte da enorme pedra de Pêro Pinheiro para Mafra demorou 8 dias. Também os festejos da Consagração do Convento duraram 8 dias.
A obra, na sua generalidade, evidencia a opressão e a exploração de um povo para satisfazer os caprichos de um rei.
Nesta obra, a História e a ficção andam de mãos dadas. O objectivo é valorizar aqueles que são sempre esquecidos e que anonimamente contribuíram para a construção e engrandecimento de um país.

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