Penso que o homem de que vamos falar não precisa de apresentações. Trata-se de Rui Manuel César Costa, nascido a 27 de Março de 1972, na Damaia, Amadora. A sua forte ligação ao Benfica começou quando, com dez anos, foi a um treino de captação do clube encarnado. Passados dez minutos, Eusébio, que estava a observar os jovens jogadores, ficou impressionado com as habilidades do jovem craque. Nos oito anos seguintes, foi aprimorando a sua qualidade e estilo de jogo nas camadas de formação do clube da Luz. Em 1990 ingressou, por empréstimo, no Fafe. Aqui realizou 38 jogos e marcou 6 golos. No ano seguinte, Rui regressou ao clube da Luz para brilhar e ganhar uma Taça de Portugal. Esteve ao serviço do seu clube do coração até à época de 1993/94.
O interesse de vários clubes europeus foi uma realidade. Rui Costa decidiu-se pela Fiorentina, uma vez que a sua transferência era a mais benéfica para o Benfica. Neste clube, obteve grande sucesso. Quando o clube italiano faliu, Rui Costa foi vendido ao AC Milan por cerca de 35 milhões de euros. Neste clube jogou 5 temporadas, ganhando por uma vez a Taça de Itália, a Supertaça de Itália, o Campeonato Italiano, a Liga dos Campeões e a Supertaça Europeia.
Numa carreira com tantas emoções, destaca-se a despedida da selecção nacional em 2004 e o seu último jogo da carreira no passado dia 11 de Abril, no Estádio da Luz.
Na minha opinião, o futebol perdeu um dos seus principais executantes. A sua classe, a sua sobriedade, a sua elegância dentro e fora das quatro linhas foram, são e serão sempre únicas.
Os relvados irão, certamente, sentir saudades do “Príncipe de Florença”, do “Imperador de Milão”, enfim, do nosso “maestro”.

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