Eunice do Carmo Muñoz nasceu a 30 de Julho de 1928, na Amareleja, no seio de uma família ligada ao teatro.
Tornou-se, desde cedo, numa referência do teatro português e é hoje considerada uma das melhores actrizes de todos os tempos, na história do teatro nacional.
Representou pela primeira vez em 1941 na peça “Vendaval”, no Teatro Nacional D. Maria II, onde o seu talento foi de imediato reconhecido e admirado. Desde aí, foi coleccionando vários sucessos nas peças onde actuou. Na sua estreia cinematográfica, em 1946, no filme “Camões” de Leitão de Barros, ganha o prémio do Secretariado Nacional de Informação para a melhor actriz cinematográfica.Rapidamente, Eunice se torna genial na boca de críticos e do vasto público que a admira.
Em 1970 funda, juntamente com José de Castro, a Companhia Somos Dois, com a qual faz uma longa digressão por Angola e Moçambique.Em 1971, Eunice sente a força da censura com a proibição de “A Mãe” onde era a protagonista. Passa, então, a dedicar-se à divulgação de poetas que traz no coração, dando voz a Florbela Espanca e a António Nobre. Só alguns anos depois regressa ao teatro.
Em 1991, celebraram-se os seus 50 anos de teatro com uma exposição no Museu Nacional do Teatro e foi condecorada no palco do Teatro Nacional por Mário Soares, Presidente da Republica da altura.
A sua estreia em telenovelas dá-se em 1993 com “A Banqueira do Povo”.Em 2006, representou pela primeira vez na casa a que deu nome, o Auditório Municipal Eunice Muñoz, com a peça “Miss Daisy”.
Mais recentemente, na gala dos Globos de Ouro que se realizou a 11 de Maio de 2008, recebeu o prémio de Mérito e Excelência, o prémio de maior importância, tendo sido declamado um belíssimo poema em sua honra. No final, acabou por discursar, com palavras simples, como ela própria o é, mas envoltas numa enorme sabedoria que a sua vivência não deixa negar.

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