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Literatura

Florbela Espanca

Florbela Espanca nasceu, a 8 de Dezembro de 1894, em Vila Viçosa, filha de pai incógnito. Foi baptizada com o nome de Flor Bela de Alma da Conceição. Na literatura, ficou conhecida como Florbela Espanca apelido que recebeu do pai, João Maria Espanca.

Teve uma infância feliz. Ela própria o referiu aos dez anos num poema de parabéns de aniversário. Estes não foram os primeiros versos que Florbela escreveu, antes já escrevera com erros de ortografia, naturalmente infantis, mas avançados para a sua idade. De algum modo, prenunciavam o que viria depois.

O seu primeiro livro foi editado, em 1919, “Livro de Mágoas” e, em 1923, foi publicado o seu segundo livro “ Livro Soror da Saudade”. Neste último, fez referência ao seu Alentejo e às suas origens e à Pátria. Mas, a sua escrita basear-se-ia sobretudo na paixão humana.

No último ano de vida, escreveu um Diário, onde deixaria anotações trágicas e onde se interrogava sobre a importância do que estava para além da vida presente. A resposta surgiu num dos seus sonetos “seja o que for será melhor que o mundo e que a vida”.

Pôs fim à sua vida a 8 de Dezembro de 1930, dia em que faria trinta e seis anos. Tinha muito morrido uma das poetisas portuguesas que mais e melhor exprimiu as grandes contradições da sensibilidade feminina.

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Discussão

1 comentário para “Florbela Espanca”

  1. Conheço alguns poemas de Florbela Espanca. Uma poesia marcadamente existencialista. Nela se expressa a alma de uma poetisa muito marcada pelo sofrimento, pela tristeza, pelas agruras da vida. A vida terá que ser,necessariamente, assim? Penso que não. Reconheço, e conheço vidas, que mostram que a vida é ela mesma, muitas vezes, tecida de situações que parecem barrar-lhe qualquer expressão de optimismo. E, neste quadro, as pessoas, na realidade, sofrem, e muito…A esperança é a antítese do desespero. E quero acreditar mais na esperança, certo de que ela é indispensável para uma vida com sentido.

    Por José Francisco | Maio 29, 2008, 23:36

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