Artesanato de Lamego

Em Lamego, as tradições são preservadas e valorizadas porque fazem parte das raízes e da natureza dos seus habitantes. O artesanato revela-se como uma das mais preciosas tradições e oferece uma variedade de produtos e curiosidades muito típicos, que demonstram bem o engenho, a capacidade de trabalho e criatividade dos lamecenses.

Vestuário
Capas serranas
Croças e meias de lã
Chapéus de palha
Sacos de pau

Tecelagem
Rendas de bilros e bordados
Colchas em lã e em algodão
Mantas de farrapos


Olaria
Em barro preto, o mais característico desta região

Cestaria
Cestas em vime, verga e outras

Tanoaria
Cubas e tonéis em miniatura

Máscaras
Máscaras carnavalescas de Lazarim

Ferro
Trabalhos de Ferro Forjado

Gastronomia
Lamego é uma cidade rica em especialidades gastronómicas. Alguns dos produtos e pratos aqui confeccionados são conhecidos internacionalmente e contribuem para levar bem longe a fama da qualidade e da autenticidade da cozinha lamecense.

Petiscos
Bolas de presunto, fiambre, vinha d’alhos, frango, atum, sardinhas e bacalhau
Presunto com azeitonas, Presunto afiambrado,
Broa de milho e vinho, Queijinhos
Tigas-milhas
Carnes fumadas de porco Enchidos

Doces
Peixinhos de chila Doce de ovos
Tarte de maçã Gradinhas
Bolinhos pardos Celestes
Bolinhos de amor Pão-de-ló
Biscoito de Teixeira Pastéis de Lamego

Vinhos
Branco e tinto de mesa
Espumantes naturais
Aguardente

Pratos Tradicionais
Cabrito assado com arroz do forno
Coelho assado no forno
Milhos com entrecosto
Coelho ou Lebre à caçador
Perdiz assada no espeto
Trutas grelhadas ou recheadas com presunto
Presunto
Bôlas
Enchidos de Lamego
“Lamegos”
Folar da Páscoa
Filhós
Bolo podre

Lazer em Lamego


Museu de Lamego
O Museu de Lamego é um dos mais ricos do país. É composto por colecções de inigualável valor histórico-cultural, com peças de ourivesaria, tapeçaria, paramentaria, mobiliário, azulejos e arte oriental. Destaca-se o conjunto de tapeçarias representando a tragédia do Rei Édipo. Outros motivos de interesse são a secção de arqueologia, as quatro capelas, trazidas do antigo Convento das Chagas, e a colecção de pintura portuguesa. O Museu de Lamego está instalado no edifício do antigo Paço dos Bispos .

Informações Úteis

Morada: Largo de Camões

Horários: 10.00h às 12.00h e das 14.00h as 17.00 (Terça a Sábado)

Horários: 10.00h às 12.30h (Domingos e Feriados)

Telefone: 254 612 008/618 025


O Castelo
O Castelo, construído no séc. XII, com a sua emblemática e altaneira Torre de Menagem é o melhor ex-libris da cidade. No seu interior conserva uma curiosa cisterna, obra única e admirável, prova inequívo

 

 

 

Hoje transcrevemos para o blog lendas da nossa região.

A lenda da Pastorinha Joana

Chamava-se Joana a pastorinha muda, de doze anos, que, enquanto guardava um pequeno rebanho de ovelhas, avistou, por entre as fendas de um penedo ou lapa, uma imagem de Nossa Senhora. Diz a história que Joana aproximou-se da imagem e, extasiada, permaneceu em oração por largo período de tempo.

A pastorinha reparou, então, que as vestes da imagem se encontravam destruídas pela acção do tempo e pela humidade e decidiu erguer, naquele local, um altarzinho. Limpou a imagem, colocou flores em seu redor e não mais deixou de pensar no seu “tesouro”. No dia seguinte, Joana levou a imagem para casa na cestinha onde a mãe lhe enviava o farnel. A mãe, que não apreciava o facto de Joana perder tempo a fazer vestidinhos para a “boneca”, atirou-a ao lume.

Desesperada, Joana, muda de nascença, gritou para a mãe: “Tá! Minha mãe! É Nossa Senhora da Lapa! Ai! Que fez?”. Diz a lenda que a imagem não se queimou, mas nesse preciso momento a mãe ficou com o braço paralisado. Arrependida do acto que acabada de cometer rezou com Joana e tudo voltou à normalidade. O pároco, conhecedor da história, pediu que a imagem fosse colocada na Igreja Matriz, para não ficar naquele ermo, só que a imagem desaparecia de lá e aparecia na gruta onde Joana a havia descoberto. Era lá que ela queria ser venerada, dizem.

A história da Forca

O que irritava as pessoas de Aldeia de Santo Estêvão, reconhecidas como pacatas e acolhedoras, era o epíteto “Forca”. A designação, que pressupunha espírito justiceiro destas gentes, surgiu porque o último condenado à morte pela forca, em Portugal, de nome Manuel Pires, foi aqui detido e manietado. O condenado foi julgado e condenado no Tribunal de Caria (na altura sede de concelho a que Carregal e as localidades anexas pertenciam), fez penitência na Igreja do Convento, em Moimenta da Beira, e executado em Vila das Rua.

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