Abril 2008

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 Nesta aula alguns alunos estiveram a estruturar a bibliografia bem como o trabalho final. Ao mesmo tempo a colega Filipa Silva continua a reproduzir desenhos que servirão de ilustração ao projecto final.

Continuando a divulgar as lendas da nossa terra, hoje editamos a lenda do sino dourado

A lenda do sino dourado:

Alonga-se, perto de Lamego, na encosta nascente da serra das Meadas, povoada de lendas de mouras, de rochedos encerrando tesouros e de sinos maravilhosos, a freguesia de Penude. A lenda do sino dourado é uma tradição local que fala de uma pastora que fiava lã enquanto o gado pastava num canto da serra das Meadas. A dada altura deixou cair o fuso e, com espanto, sentiu-o descer por uma talisca de rocha em que se sentava, ouvindo depois o som melodioso de uma pancada em metal. Perturbada, contou o caso ao padre, que veio com homens da terra e retiraram da funda talada um sino de metal brilhante. Chamaram-lhe o sino dourado. Tinha um som tão harmonioso como nunca tinham ouvido. Ofereceram-no ao bispo, que o mandou colocar na torre sineira da catedral para tocar nas maiores solenidades do culto. Em 1766, fala-se da existência de um sino dourado da Sé de Lamego. Depois, ninguém mais falou do sino ou o ouviu. Só a lenda ficou.
 

Também transcrevemos outra lenda sendo esta a lenda das mouras encantadas do Castelo de Lamego.

As Mouras Encantadas do Castelo de Lamego:

Já vai para 90 anos, quando o Sr. Joaquim de Sousa Macário, general de Brigada reformado, contava a Lamecenses uma história do Castelo de Lamego, que ouvira, na sua infância, a “uma criada velhinha”. E, nessa altura, dizia o Sr. General: a lenda ia esquecendo à geração contemporânea. Um Rei Mouro, muito antigo, levado por poderosa fada feiticeira, mandou abrir, secretamente, no bairro do castelo, três túneis para uma sala, cada qual com a sua porta fechada. Mais, fez afixar uma legenda à entrada destas portas. Numa estava escrito: “peste que pode matar gente até uma légua em volta “; Noutra: “tesouro de grande riqueza”; e, numa terceira: “encantamento”. Mas, ficou também ali uma advertência: cuidado, que estão as legendas trocadas.

Este senhor do Castelo, um dia, receando ser morto pelo nosso Rei Dom Afonso Henriques, resolveu fugir, sem ver modo de levar consigo a suas 3 filhas “formosíssimas e jovens”. Assim, pediu a uma fada feiticeira que o acompanhava, que as encantasse. Tomaram as três lindas mouras o bálsamo do encantamento, que lhes permitia “duração eterna”, ficando guardadas “no dito subterrâneo aonde existem”… Também foi encerrado, noutro túnel, o tesouro real. E lá se foi o rei mouro para os Algarves. Pensava voltar um dia, com a fada que lhe desencantaria as filhas, e haveria igualmente o tesouro escondido. Faleceu em Tavira. A fada que o acompanhou, também. Continuam no bairro do Castelo as três princesas mouras… Quem as procura receia abrir por engano o túnel da peste, e todos têm desistido. Com a “recuperação” da área do castelo para breve, espera-se encontrar o tesouro — o que poderá valorizar muito a zona sob o ponto de vista turístico…
Quanto às mouras, se forem encontradas — é que não parece possível desencantá-las, uma vez que fada do encantamento, como dissemos, faleceu no Algarve. O que foi lamentável a muitos títulos, não sendo o menos importante a continuação desta história.

 

 Nesta aula não actualizamos o blog, não porque foi o dia 1 de Abril, dia dos enganos, uma das tradições também da nossa região, mas porque tivemos necessidade de trocar de sala pois esta esteve ocupada com outra turma.

 Um dos capítulos do nosso trabalho são as lendas e tradições da nossa região. Hoje transcrevemos a famosa lenda da moura Ardínia.

As lendas da moura Ardínia:

Ao tempo do domínio muçulmano em Lamego, vivia no castelo uma princesa moura, de nome Ardínia, filha do governante, que se enamorou de um cavaleiro cristão, Tedom Ramires. Tendo combinado ambos o casamento e a fuga para terras cristãs, assim o fizeram. O pai da jovem, entretanto, logrou alcançá-la na ermida de São Pedro, junto ao rio Távora, quando a jovem acabara de se converter à fé cristã, sendo pelo próprio pai afogada nas águas desse rio. O cavaleiro enamorado, ao saber destas novas, fez voto de nunca se casar, vindo a ser morto em combate com os muçulmanos, junto ao rio Tedo, que por isso tomou o seu nome. (in: Pinho Leal. Portugal Antigo e Moderno. 1874)
Uma outra versão refere que, à mesma época, era senhor do castelo um rei mouro de nome Alboacém., pai de uma linda princesa de nome Ardínia. A beleza da jovem era tal que seduziu imediatamente o cavaleiro cristão Tedon, bisneto de Ramiro II de Leão, quando um dia, disfarçado, veio a Lamego. O primeiro encontro entre Tedon e Ardínia aconteceu no laranjal do castelo numa noite de luar. Com o suceder dos encontros secretos, a paixão proibida entre os dois jovens aumentou a ponto de decidirem fugir para o convento de São Pedro das Águias, onde o Abade Gelásio os casou. O pai da princesa, entretanto, ciente da fuga, procurou-a por toda a parte, vindo a encontrá-la refugiada naquele convento, onde a matou. Até hoje se afirma na região que, quando o castelo é envolvido pelo nevoeiro no Inverno, a alma da princesa esvoaça sobre ele.

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