Acta da aula de 1 de Abril

 

 Nesta aula não actualizamos o blog, não porque foi o dia 1 de Abril, dia dos enganos, uma das tradições também da nossa região, mas porque tivemos necessidade de trocar de sala pois esta esteve ocupada com outra turma.

 Um dos capítulos do nosso trabalho são as lendas e tradições da nossa região. Hoje transcrevemos a famosa lenda da moura Ardínia.

As lendas da moura Ardínia:

Ao tempo do domínio muçulmano em Lamego, vivia no castelo uma princesa moura, de nome Ardínia, filha do governante, que se enamorou de um cavaleiro cristão, Tedom Ramires. Tendo combinado ambos o casamento e a fuga para terras cristãs, assim o fizeram. O pai da jovem, entretanto, logrou alcançá-la na ermida de São Pedro, junto ao rio Távora, quando a jovem acabara de se converter à fé cristã, sendo pelo próprio pai afogada nas águas desse rio. O cavaleiro enamorado, ao saber destas novas, fez voto de nunca se casar, vindo a ser morto em combate com os muçulmanos, junto ao rio Tedo, que por isso tomou o seu nome. (in: Pinho Leal. Portugal Antigo e Moderno. 1874)
Uma outra versão refere que, à mesma época, era senhor do castelo um rei mouro de nome Alboacém., pai de uma linda princesa de nome Ardínia. A beleza da jovem era tal que seduziu imediatamente o cavaleiro cristão Tedon, bisneto de Ramiro II de Leão, quando um dia, disfarçado, veio a Lamego. O primeiro encontro entre Tedon e Ardínia aconteceu no laranjal do castelo numa noite de luar. Com o suceder dos encontros secretos, a paixão proibida entre os dois jovens aumentou a ponto de decidirem fugir para o convento de São Pedro das Águias, onde o Abade Gelásio os casou. O pai da princesa, entretanto, ciente da fuga, procurou-a por toda a parte, vindo a encontrá-la refugiada naquele convento, onde a matou. Até hoje se afirma na região que, quando o castelo é envolvido pelo nevoeiro no Inverno, a alma da princesa esvoaça sobre ele.

Reply

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.