Vai fazer dia 27 um mês, que partimos rumo àquela que se tornou a melhor viagem de sempre para muitos finalistas… Olhando para trás é-me difícil falar sobre ela, pois foi uma semana inesquecível, em que pudemos aprender, em que pudemos “socializar”, em que pudemos divertir-nos até não poder mais. Acima de tudo, pudemos reforçar os laços de amizade que temos com os nossos amigos mais chegados e também conhecer um pouco mais as pessoas que não nos eram tão próximas. Digo, com toda a certeza, que o espírito de Lloret vai-me ficar na memória durante muitos, mas muitos anos. Encontrámos um espírito de ajuda, de companheirismo entre estudantes. É difícil encontrar este espírito, em qualquer outro lado, as pessoas ajudavam-se sem sequer se conhecerem. Gosto de dizer que a nossa divisa, tal como a de Álvaro de Campos, era: “Para ser grande, sê inteiro. Põe quanto és no mínimo que fazes!”.
A melhor maneira de começar este testemunho é começar pelo início de tudo para não esquecer nenhum pormenor, porque em Lloret os pormenores são muito importantes e não fazia sentido passá-los à frente. A viagem… bem, a viagem foi um pouco cansativa, 16 horas de caminho são desgastantes, mas, por outro lado, permitiu-nos conhecer as pessoas que iam connosco. Os alunos de Viseu, alunos com mais experiência por aquelas andanças e com os quais rimos até não poder mais (“Samanta então como é Lloret?” “Lloret é das trevas!”… frase de eleição para muitos!) foram os nossos predilectos.
Chegámos ao hotel e ficámos deslumbrados com o seu exterior, o mesmo não pudemos dizer dos quartos, mas logo nos passou esta desilusão, não poderíamos esperar os maiores dos luxos do mundo.
O nosso “programa de actividades” era muito variado. Durante o dia, passeávamos, conhecíamos a vila, os seus pontos principais, as suas lojas e, principalmente, as lojas que serviam comida (comemos lá uns cremes divinais!). Durante a noite, visitávamos bares e, por fim, dirigíamo-nos até à discoteca (“DiscoTropics”). Trazemo-la no coração, não só o som, não só as pessoas que conhecemos, não só os momentos que lá vivemos, mas todo o divertimento, todo o bem-estar, toda a alegria. Alegria que nos acompanha ainda hoje e que gosto de acreditar que nos vai acompanhar durante um longo período de tempo… Quando estamos todos juntos, a “nossa” viagem é sempre tema de conversa, foram tantos os momentos (e no entanto parecem tão poucos!) que não posso, que não consigo descrevê-los a todos.
Desde os dias em que nos deitávamos de manhã, ao acordar para o almoço ao som da “alvorada!”, à festa da espuma, passando pelas noites em que saímos com os colegas de Viseu, desde as esperas infinitas pelas “toilettes” das meninas, até ao dia em que fomos ao Partaventura (amei andar na montanha russa, mas não repito nos próximos 10 anos!), tudo foi excepcional!
Quando me perguntam por Lloret, aconselho sempre às pessoas. Lloret é muito mais do que o que os jornais teimam em mostrar, Lloret é vida, é juventude, é amizade! I love Lloret de Mar!
A minha despedida é apenas: “Lloret até para o ano!” (que a minha mãe não veja esta frase!).


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