Andava eu na Escola Primária n.º 2 de Lamego e já tinha o desejo de vir estudar para a Escola Secundária/2,3 da Sé. O recreio da minha escola primária ficava ao lado do recreio desta escola e eu, durante muitos intervalos, espreitei os alunos mais velhos e mais crescidos.
Tendo passado dois anos após ter saído da escola primária, chegou a altura de escolher uma escola para iniciar o 3.º ciclo. Sempre que me perguntavam qual a escola que estava a pensar escolher eu dizia: a Sé. Mas logo vinham professores e colegas dizer-me que, nesta escola, só havia más pessoas, que era uma má escola e que o Liceu é que era bom. Que lá iria ter um bom percurso escolar. Apesar da maioria dos meus amigos ter escolhido o Liceu eu nunca mudei de ideias quanto à Sé e, no 7.º ano, cá estava eu, sem arrependimentos.
Lembro-me que, no meu primeiro dia de aulas, visitei a escola, conheci alguns professores e fiz novos amigos.
Fazer o 3.º ciclo não custou nada e correu tudo muito bem. Gostei de quase todos os meus professores, alguns deles são ainda muito meus amigos, gostei também de algumas disciplinas, já de outras como Geografia e História não apreciei tanto. Do 7.º até ao 9.º ano, o número de turmas foi diminuindo e eu que tinha começado o 3.º ciclo na turma F do sétimo ano, acabei-o na turma D do 9.º ano. Devido ao número decrescente de turmas, a minha turma tinha sempre novos alunos todos os anos, o que me permitiu conhecer e fazer amizades com muitas mais pessoas.
Acabou o 3.º ciclo e uma grande decisão tinha em mãos: ou seguia o curso de Artes e mudava para o Liceu, ou continuava na Sé e seguia o curso de Ciências e Tecnologias. Como teimosa que sou e como não consegui passar por cima do amor que tinha e continuo a ter por esta escola, optei por cá ficar, desistindo assim do sonho de seguir Arquitectura. Nunca me arrependi da escolha que fiz.
Vinha aí um novo capítulo da minha vida: o Secundário.
Estava eu em férias quando recebi uma triste notícia: tinham-me separado da minha antiga turma e estava noutra turma com novas pessoas. Desconhecidos.
Fiquei muito chateada. Não entendia porque me tinham feito tal coisa, mas mal começaram as aulas apercebi-me que fora o melhor que me tinha acontecido. Posso ter deixado os meus amigos de há seis ou doze anos, mas eles nunca me abandonaram e continuámos amigos. Por outro lado, conheci pessoas maravilhosas que mudaram a minha maneira de pensar e toda a minha vida.
Fiz amigos para a vida, tive momentos que nunca esquecerei como as viagens de estudo, os almoços, os jantares, as festas…
O ano que mais me marcou foi este, o 12.º. Foi este o ano que vivi os momentos mais intensos, mas também será com esta turma que viverei os últimos momentos. Não com colegas, mas com amigos.
Agradeço, a todos os meus amigos e professores, a pessoa que sou hoje e tudo o que passei! Até sempre, 12.º A!
Daniela Alexandra Batista Pinto, 12.º A

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