Maio 2008

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O Universo

Não creio que o mundo seja só isto. E afinal o que é o mundo? O que é isso para nós? Qual o verdadeiro conceito do universo?

Aborda-se o universo como sendo tudo, mas depressa esse conceito vai perdendo significado e associamos universo à nossa pequena galáxia, ao nosso planeta Terra, ao nosso país, à nossa cidade, ou ao nosso espaço: pode ser na nossa casa, ou na nossa cabeça, no nosso mundo interior. Há ainda muito por descobrir. O universo não é feito apenas de planetas, estrelas e outros astros. Universo é tudo em que se possa crer ou que se possa imaginar: dimensões que ainda estão por descobrir.

Mas voltando à Terra… O nosso planeta formou-se, aliás, foi-se formando ao longo de milhões e milhões de anos. Os primeiros seres e a origem de toda a vida pertencem à água. Foi lá que tudo começou. Começaram por surgir seres simples, depois seres mais complexos, depois apareceram seres semelhantes a nós, depois nós. Parece leviano mas a escala de tempo é de milhões de anos. Será bastante improvável existir vida na forma como a conhecemos, na dimensão minúscula do cosmos que conhecemos, porque temos de admitir que o nosso planeta tomou esta forma, assim como os seus habitantes, graças a um número incalculável de acasos e perguntas para as quais não há resposta. Porque tomámos esta forma? Haverá algures nalgum lado mais vida? Vida como nós? Ou vamo-nos submeter a teorias de que existem algures homens verdes de três antenas? Cosmos é mais do que isso. É a morada de todos os sonhos que um Homem pode ter. É a resposta para os fenómenos que não conseguimos explicar: a resposta para o caos. A sua dimensão não é mensurável Vivemos isolados no universo e do universo. Somos um pedaço insignificante e ignorante da realidade. Não temos instrumentos que nos permitam avaliar a grandeza e imponência do cosmos. A ferramenta tecnológica mais avançada de que dispomos só funciona à escala global, isto é, no planeta Terra e não cobre tudo. Chama-se internet. A nossa grande fonte de conhecimento não é nada.

As pessoas vivem demasiado ocupadas com as suas vidas, com os seus pequenos mundos cor-de-rosa para pensar nestas coisas que são pura e simplesmente tudo o que vemos.

Dizem que a velocidade da luz é insignificante para comunicar com outros pontos do cosmos. Haverá algo mais. Nada é impossível. Nem tudo podemos compreender, e a física não é tudo. Há coisas que não se conseguem definir, quantificar ou explicar, nem com um olhar, nem com um beijo. Temos de dar parte de fracos por isso: por não conseguirmos explicar grande parte das coisas que nos acontecem; por utilizarmos apenas uma ínfima parte dos nossos cérebros (mesmo conseguindo assim atingir metas incríveis).

Dizem que se acreditarmos nos nossos sonhos ou ideais, eles se podem realizar, e que pensamentos positivos atraem coisas positivas. Não se perde nada em acreditar. Isso podia explicar crenças, milagres, fenómenos caóticos para os quais não há explicação. E essa explicação não deixa de estar no nosso cérebro: no nosso subconsciente. No que se pensa; no que se sonha; no que se vive. Naqueles momentos em que se acorda a pensar num sonho ilógico ou em certas alturas do dia em que se está a fazer algo e se tem a noção de que aquela imagem nos é familiar, e que já estivemos nesse lugar a fazer exactamente a mesma coisa. Não há explicação. E o resto são atracções, como coisas que não se podem reverter ou reescrever. Plenamente num efeito borboleta. Será mesmo possível, o bater das asas de uma borboleta na Ásia desencadear um tufão na América? Metaforicamente, esta expressão descreve a nossa vida, as pequenas coisas que podem alterar tudo. O que é certo é que não há equações matemáticas para o que sentimos. Nem aqui, nem do outro lado do infinito.

Afinal, qual o nosso lugar no universo? Qual o nosso papel a desempenhar? Uma rotina? Uma futilidade? Guerras e injustiças em nome de alguém? O cosmos é demasiado grande para nós e para as nossas preocupações.

Quando dermos por nós numa rotina, numa encruzilhada sem fim, a viver para nada, desanimados, desamparados, nunca devemos olhar para o chão, mas para a Lua, porque é aí que o nosso sonho começa, e com ele, o significado da nossa existência.

 

“Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço”

Carl Sagan

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