Novembro 2009

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le temp des secrets

faz-me falta. ela faz-me mesmo falta. parecem tão longínquos os tempos em que corria para mim com aquele sorriso rasgado pelo vento. sei que ainda hoje me conhece. sei que ainda hoje sabe que estou lá [cá]. sei que ainda hoje não resisto a estar aqui, sempre que ela precisar. estou só adormecido – eu sei- efeito de uma morfina que agora desvendas. sei também que não é por ti ou por ninguém ‘que te afastaste e não voltaria a acontecer’. o mundo fez questão e respeito isso. porque vou ser sempre o mesmo porto. é mais forte que eu.

acabo por afastar, mais tarde ou mais cedo,  tudo o que me é querido e a razão disso não sei. falho nisso. os ventos em direcções opostas falham nisso. mas no final de contas estou sempre por aqui. e estarei…

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[a] casa.

casa é esse lugar mágico onde nos encontramos. porto de abrigo para onde fugimos quando o mar está bravo.

casa é uma telha, caixa de cartão ou âncora. o nosso espaço.

não sei que diga da casa das minhas ideias. a casa dos meus sonhos, dos meus ideais, de tudo o que sinto, é tanto esta em que me deito como uma viela em que me perco; mas haverá sempre ‘a casa’.

casa é estabilidade e conforto. é bom estar em casa.

casas?

essa arte

assumo-me anti-arte. ou serei antiarte? essas coisas de códigos de conduta e códigos e acordos ortográficos limitam a comunicação humana. não sabemos como dizer… preocupamo-nos mais com a forma como dizemos do que com o que sentimos. e perdemo-nos assim nas palavras, depositando-lhes uma verdade que apenas pode pertencer ao que sentimos e aos momentos em que sentimos. e eu preocupado com a arte e os códigos que inventamos… afinal acho que sou pela arte… sou pela alternativa… pela essência da irracionalidade humana intrínseca e inconsciente. sou por um mundo onde se sente. sou pela arte de se ser. pela arte de nos amarmos e despedirmos. sou por essa arte.

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