Março 2008

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Lua Cheia

Gosto da paz da noite,

E o que significa.

Gosto das folhas caídas,

Que se movem pela brisa.

Sinto que a Lua me hipnotiza…

Vejo as nuvens rendidas pelo ar,

Invadem-me beijos com sabor a Luar…

Conheço o cheiro de cada clarão no escuro,

De cada sombra na multidão.

Vivo o sonho de qualquer noite,

De qualquer lado…

Quero a sombra de qualquer gente,

O repouso tranquilo e quente,

Que o relento consome de repente…

Para me perder.

Recordo o firmamento para lá do teu rosto…

Respiro o alento,

Que tem a distância…

Entre dois corpos,

Quase celestes…

Ora vivos,

Ora inertes…

Que a Terra não quis lembrar,

Enquanto gira sem abrandar…

Por te querer.

Quando tudo o que olhamos está a passar.

“Transforma-se o amador na cousa amada,
 Por virtude do muito imaginar;
 Não tenho, logo, mais que desejar,
 Pois em mim tenho a parte desejada.”

Luís de Camões

E quando um sonhador se transforma num sonho?
Qual o limite para se querer alguma coisa? Qual o limite para amar?

Como alguém lá em Chipre dizia:

“i αm τhe drεam ..y0u αrε τhe drεαmer”

Acho que no fundo estas duas citações não são assim tão diferentes. Julgo que o conceito é o mesmo.

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Go on – Jack Johnson

Jack Johnson

Desta vez não trago nada escrito por mim… Contudo acho que esta música tem algo de especial… Simplesmente fantástica.

Do último álbum de Jack Johnson, SLEEP THROUGH THE STATIC, esta é sem dúvida uma das melhores músicas e letras. Chama-se Go on e é mais ou menos assim:

In my review
I watch you
Watching the twilight
Behind the telephone lines
With nothing to prove
Or to assume
Just thinking if your thoughts
Are different than mine
In my review
I watch you
I give you your life
Would you give me mine?

I see you slowly swim away
Cause the light is leaving town
To a place that I can’t be
There’s no apologies

Just go on
Just go on
There’s still so many things
I wanna to say to you
But go on
Just go on
We’re bound by blood
That’s moving
The moment that we started
The moment that we started

I see perfect little lives
Watch the shadows of the clouds
And the surface of the ocean
Out the window of a plane
I get nervous when I fly
I’m used to walking with my feet

Turbulence is like a sigh
That I can’t help but over think

What is the purpose of my life
If it doesn’t ever do
With learning to let go
Live life recklessly through
You can do the same
It’s the least you can do
Cause it’s a lonely little chain
If you don’t add to it

So go on
Just go on
There’s so many things
I wanna say to you
Go on
Just go on
We’re bound
By blood and love
The moment that we started
Just go on
Just go on
There’s still so many things
I wanna say to you
Just go on
Just go on
Were bound
By blood that moving
The moment that we started
The moment that we started

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O país está na rua em protestos contra o governo e as suas políticas.

manif-prof-aveir.jpg

A foto era boa de mais para não divulgar… Não resisti… xD

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Carta de Frankfurt

Frankfurt 02/03/2008

Entre as sucessivas chamadas, os sorrisos adiados pela despedida e o mar de cultura mundana, recorda-se com carinho, a tal ” Stairway to Heaven”. Recorda-se mar, recordam-se palmeiras, pedras, casas, rostos, vidas… Na mochila vai saudade como também memórias que o tempo não compra. Vive-se a paixão de algum dia. Vive-se o querer viver, mudar, sair, partir… a sensação pura e essencial de ver as nuvens de cima de um sonho, algo que se alcança apenas quando a noite é mais alta, quando acordamos em rebuliço e achamos que fomos longe de mais numa esfera perfeita e (apenas) imaginária. Como escrevia num cartão, em duas línguas comuns:

“A vida é assim mesmo…”

Efémera. Nada é eterno. Tudo passa, tudo corre, tudo grita, tudo geme. Não vale a pena voltar atrás. Apenas podemos olhar para o que passou com um sorriso ou com uma lágrima de sal no canto do coração. Fiz amigos, trouxe a alma mais cheia.

“Viajo sem poder parar e atravesso sensações, experiências, rostos mais ou menos desfocados pelo tempo, mas tudo fica para trás, nada se consegue conservar.”

Gonçalo Cadilhe em “No princípio estava o mar”

Como português gostava que a palavra “saudade” não constasse do meu dicionário.

Como ser humano gostava de não sentir. Ou simplesmente não sentir a dor.

O mundo é tão vasto! Passam-se horas e horas num check-in ou num ponto de passagem entre o embarque e a chegada e observam-se tantas maravilhas do mundo dos mortais… algumas que são por nós imortalizadas na nossa mente. Tanta gente que nunca vimos. Tanta gente que não voltaremos a ver… às vezes à visão junta-se a vontade de conhecer e abraçar cada uma desseas pessoas que existem para nós porque simplesmente passam por aí.

Nos olhos fica o sal que outrora despertara sorrisos e emoções. A estrada apenas tem um sentido e é para a frente.

No rosto fica uma imagem, na cabeça um sentimento. O coração ficou por lá…

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