vou.te procurar
como quem ama sem poder
partir os carris de saudade,
romper as minhas amarras a essa linha,
para encontrar em ti,
um túnel,
com fundo e sem destino.
perder o cinzento
para o azul desse teu céu.
vou.te encontrar
como sonhei outrora,
como um dia conheci.
quero estar aí,
diante de algo que não conheço,
vivendo aquilo que não é meu,
sonhando e agindo
como um louco,
indigente,
eterno poeta,
errante
de alma decadente,
nascido para um dia acordar
cercado do que somos.
e tu,
o que és
e o que és em mim:
espelho meu.
espelho meu:
diz-me quem sou eu,
e o que faço aqui.
e o que fazes aqui,
neste mundo que é nosso,
unindo numa só linguagem
o que é sério,
o que é jogo,
o que é vago,
ou tabu.
vou.te agarrar,
como não quero,
e não como não sei.
amor
é o resto do fogo
que a paixão não queimou.
paixão
é madeira que fica
e que vai ardendo na tua mão.
que palavras são estas?
isto
[que não é concreto]
é uma pilha de brinquedos
sobre um plano inteligível
do nosso inconsciente.
tudo isto é mais que zero.
mais que seis
elevado a infinito.
mais que nada,
aquilo que vamos sendo e não sendo.
mais que eu e tu,
somos nós.
não sei como,
não sei o quê,
mas sei que sim.
a nossa história é
mistério,
tentação,
a melhor da colecção:
todo o meu ser.
e a melhor parte?
guardo para o fim.
não tenho a certeza
mas queria sentir-me assim.
perguntas-me porquê:
fico calado.
tudo o que sinto é mais
e [quase que] a mais.
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Tags: nós, olá (cá estamos nós outra vez), tabu

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