De braços abertos recebo a estrada.
O mar está calmo.
Só quero poder dizer
Que um dia te conheci,
Te toquei,
Te olhei.
Nada mais no mundo pode ter,
Ainda que vão e ténue,
Algum sentido,
Na minha rua,
Parada,
Deserta.
Não quero saber
O que dizem as paredes.
Não quero pintar mais uma chaga
No que tu dizes ser
O teu mundo.
Nada é tão fugaz…
Nada é tão eterno…
Nada podes escrever para sempre,
E para sempre ser lembrado.
Tudo o que quiseres,
Tudo o que imaginares,
Tudo o que olhares,
Será sempre o teu legado,
A tua amarra num cais,
Num barco preso,
Quando não sabes onde vais.
Esta noite é tua,
Das tuas estrelas,
Do triunfo da tua glória,
E alma,
E viver,
Tudo o que quiseste ser…
Tudo o que já não és,
Tudo o que és para mim.
Apesar do que possas dizer,
Serás, um dia,
Aquilo que sempre quiseste.
E hoje,
Mais agora,
Mais aqui,
És o que quero para sempre,
Sem dares conta dos laços,
Sem perguntares porquê.
Sou a mesma estrada,
O mesmo leme invisível.
Sou o caminho que percorres,
Sem olhar para trás,
A lembrança que levas de outras paragens.
Luta pelo que sempre acreditaste,
Vence tudo o que nunca amaste.
Nada é superior à tua alma,
Nada te pára nem acalma,
Nada é semelhante a ti,
Apesar do que possamos,
Ainda que por graça,
Inventar.
Fiz-te acreditar,
Agora ensina-me a amar.
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Tags: tu

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