hoje,
que o meu amor partiu,
há tempestade lá fora.
hoje, que quis ser fraco,
sem querer,
a chuva cai-me sobre os ombros.
o que foste ontem,
sol,
jamais deixarás de ser,
apesar dos relâmpagos que
insistem em fazer estremecer
o meu mundo.
e o teu mundo,
por entre a chuva,
miúda,
quente porém,
mas seca [em meus olhos].
e fico aqui:
parado,
a olhar para ti,
estou só.
estou só a cantar,
uma valsa impossível qualquer,
pois nada faz mais sentido
que cantar,
debaixo da tempestade,
um hino ao sol
que virá amanhã.
[precisei de desabafar umas coisas… daquelas que se dizem ou ficam por dizer com a cabeça quente. coisas na cabeça não faltavam. algo meu. mas algo dedicado a alguém, a uma querida amiga, alguém perto de mim a quem precisava de escrever. mas faltava-me uma metáfora. estava, como tem estado, um temporal apocalíptico lá fora, e surgiu-me o tema/título de um blog do qual gosto bastante: sing in the storm. “porque depois da tempestade vem a bonança.”]

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