De braços abertos recebo a estrada.
O mar está calmo.
Só quero poder dizer
Que um dia te conheci,
Te toquei,
Te olhei.
Nada mais no mundo pode ter,
Ainda que vão e ténue,
Algum sentido,
Na minha rua,
Parada,
Deserta.
Não quero saber
O que dizem as paredes.
Não quero pintar mais uma chaga
No que tu dizes ser
O teu mundo.
Nada é tão fugaz…
Nada é tão eterno…
Nada podes escrever para sempre,
E para sempre ser lembrado.
Tudo o que quiseres,
Tudo o que imaginares,
Tudo o que olhares,
Será sempre o teu legado,
A tua amarra num cais,
Num barco preso,
Quando não sabes onde vais.
Esta noite é tua,
Das tuas estrelas,
Do triunfo da tua glória,
E alma,
E viver,
Tudo o que quiseste ser…
Tudo o que já não és,
Tudo o que és para mim.
Apesar do que possas dizer,
Serás, um dia,
Aquilo que sempre quiseste.
E hoje,
Mais agora,
Mais aqui,
És o que quero para sempre,
Sem dares conta dos laços,
Sem perguntares porquê.
Sou a mesma estrada,
O mesmo leme invisível.
Sou o caminho que percorres,
Sem olhar para trás,
A lembrança que levas de outras paragens.
Luta pelo que sempre acreditaste,
Vence tudo o que nunca amaste.
Nada é superior à tua alma,
Nada te pára nem acalma,
Nada é semelhante a ti,
Apesar do que possamos,
Ainda que por graça,
Inventar.
Fiz-te acreditar,
Agora ensina-me a amar.
Tags: tu
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tens um jeitaço pa escrever pah…
mas disso tu ja sabias..
e tá claro q dps de t elogiar vais ficar todo vermelho pq n é coisa q seja costume! =Do poema tá simplesmente lindo!
=D
tá digamos q romantico mas sem ser lamechas!
mesmo como eu gosto pq odeio lamenchices pah!
xDdá.lhe morcas!
;PbjnhO ex-vizinho..
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consegues sempre surpreender’m com os teus textos lindossss(:
ESTÁ MÁGICO ESTE TEXTO, SIMPLESMENTE AMEIII :DD
Carina Fernandes
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Menino Eduardo, sim senhora ta de parabens. Escreves mt bem, sbs disso =P
continua assim q vais longe : D
Bjito*
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Uma magnífica conjunção de palavras. Quando, no próximo ano, aprenderes Ricardo Reis, o “saber viver” heterónimo pessoano, vais ver nele um quarto do teu poema… Depois, em Campos descobrirás a fúria do sentir, o unanimismo das sensações e verás nele metade do teu poema… Continuando no universo de Pessoa poderás escolher entre o dolorosamente lúcido e nostálgico, eternamente insatisfeito e irrealizado ortónimo, Pessoa ele próprio, ou Caeiro o mestre de todo o teatro poético, aquele que Vê, e que nada mais do que isso lhe interessa porque o “único sentido íntimo das coisas é elas não terem sentido íntimo nenhum” e porque “pensar é estar doente dos olhos”. Como consequência desta escolha encontrarás não apenas o outro quarto do teu poema, mas o outro quarto do teu ser.
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talvez a mha konklusao:’sou mais eu pk sou tu’ aplikava s aki mt bem…
as koisinhas romanticas i us romanticos sejam ridiculos..mx talvez sejam mais ridiculos kem n xkreve as tais koisinhas romantikas…
ta ai u konsumxmo d ti proprio..
es akilu k xkrevx..=P
bjzzz
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como ja disse gosto daqilo qe escreves, pincipalmente da maneira qe escreves! da maneira qe consegues expor td aqilo qe te vei la dentro…
BJu
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ninguem aprende a amar
no fundo todos sabemos
é simplesmente o que mais queremos
é o que nos faz viver
é o que nos faz vencerescreves muito bem! És sem dúvida uma pessoa surpreendente, bastante agradável!
“o prometido, é devido!” Passei pelo teu blog =) (e deixei um smille)

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