é isso que tens.
tens as pedras dessa calçada,
tens o asfalto dessa estrada,
tens a alma dessa vida
e não sabes o que fazer com ela;
tens o luar,
tens essa dança,
fútil,
que vives.
tens-me a mim.
tens-te a ti,
tens essa roda viva de emoções
e não sabes o que fazer com ela.
mas nunca foste,
essa mancha luminosa
de felicidade
que apregoas aos sete ventos,
mas,
é tua.
não a deixes fugir:
guarda alguma para ti.

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