O Universo

Não creio que o mundo seja só isto. E afinal o que é o mundo? O que é isso para nós? Qual o verdadeiro conceito do universo?

Aborda-se o universo como sendo tudo, mas depressa esse conceito vai perdendo significado e associamos universo à nossa pequena galáxia, ao nosso planeta Terra, ao nosso país, à nossa cidade, ou ao nosso espaço: pode ser na nossa casa, ou na nossa cabeça, no nosso mundo interior. Há ainda muito por descobrir. O universo não é feito apenas de planetas, estrelas e outros astros. Universo é tudo em que se possa crer ou que se possa imaginar: dimensões que ainda estão por descobrir.

Mas voltando à Terra… O nosso planeta formou-se, aliás, foi-se formando ao longo de milhões e milhões de anos. Os primeiros seres e a origem de toda a vida pertencem à água. Foi lá que tudo começou. Começaram por surgir seres simples, depois seres mais complexos, depois apareceram seres semelhantes a nós, depois nós. Parece leviano mas a escala de tempo é de milhões de anos. Será bastante improvável existir vida na forma como a conhecemos, na dimensão minúscula do cosmos que conhecemos, porque temos de admitir que o nosso planeta tomou esta forma, assim como os seus habitantes, graças a um número incalculável de acasos e perguntas para as quais não há resposta. Porque tomámos esta forma? Haverá algures nalgum lado mais vida? Vida como nós? Ou vamo-nos submeter a teorias de que existem algures homens verdes de três antenas? Cosmos é mais do que isso. É a morada de todos os sonhos que um Homem pode ter. É a resposta para os fenómenos que não conseguimos explicar: a resposta para o caos. A sua dimensão não é mensurável Vivemos isolados no universo e do universo. Somos um pedaço insignificante e ignorante da realidade. Não temos instrumentos que nos permitam avaliar a grandeza e imponência do cosmos. A ferramenta tecnológica mais avançada de que dispomos só funciona à escala global, isto é, no planeta Terra e não cobre tudo. Chama-se internet. A nossa grande fonte de conhecimento não é nada.

As pessoas vivem demasiado ocupadas com as suas vidas, com os seus pequenos mundos cor-de-rosa para pensar nestas coisas que são pura e simplesmente tudo o que vemos.

Dizem que a velocidade da luz é insignificante para comunicar com outros pontos do cosmos. Haverá algo mais. Nada é impossível. Nem tudo podemos compreender, e a física não é tudo. Há coisas que não se conseguem definir, quantificar ou explicar, nem com um olhar, nem com um beijo. Temos de dar parte de fracos por isso: por não conseguirmos explicar grande parte das coisas que nos acontecem; por utilizarmos apenas uma ínfima parte dos nossos cérebros (mesmo conseguindo assim atingir metas incríveis).

Dizem que se acreditarmos nos nossos sonhos ou ideais, eles se podem realizar, e que pensamentos positivos atraem coisas positivas. Não se perde nada em acreditar. Isso podia explicar crenças, milagres, fenómenos caóticos para os quais não há explicação. E essa explicação não deixa de estar no nosso cérebro: no nosso subconsciente. No que se pensa; no que se sonha; no que se vive. Naqueles momentos em que se acorda a pensar num sonho ilógico ou em certas alturas do dia em que se está a fazer algo e se tem a noção de que aquela imagem nos é familiar, e que já estivemos nesse lugar a fazer exactamente a mesma coisa. Não há explicação. E o resto são atracções, como coisas que não se podem reverter ou reescrever. Plenamente num efeito borboleta. Será mesmo possível, o bater das asas de uma borboleta na Ásia desencadear um tufão na América? Metaforicamente, esta expressão descreve a nossa vida, as pequenas coisas que podem alterar tudo. O que é certo é que não há equações matemáticas para o que sentimos. Nem aqui, nem do outro lado do infinito.

Afinal, qual o nosso lugar no universo? Qual o nosso papel a desempenhar? Uma rotina? Uma futilidade? Guerras e injustiças em nome de alguém? O cosmos é demasiado grande para nós e para as nossas preocupações.

Quando dermos por nós numa rotina, numa encruzilhada sem fim, a viver para nada, desanimados, desamparados, nunca devemos olhar para o chão, mas para a Lua, porque é aí que o nosso sonho começa, e com ele, o significado da nossa existência.

 

“Se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço”

Carl Sagan

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A Incerta

Talvez da próxima acertes…

Talvez um dia te veja vingar…

À segunda é de vez.

Talvez seja mais um espelho perdido…

Talvez conduzas mais um sonho partido…

Será que esperas lá por mim?

Talvez me tenhas lá assim…

Talvez sorria, enfim…

No resto do copo vazio.

Talvez volte para o meu mundo…

Talvez faça parte do teu,

Onde as quedas têm chão…

Onde já nada é meu.

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Nem sei que dizer,

Nem para quê.

Gosto de si não vê?

Pensei em dar-te algum alento

E uma espada para cortar o vento,

E para tirar, como fica às vezes na alma,

Uma réstia de revolta,

Com um beijo que vem e já não volta.

Pensa no que fica.

No que é eterno e que ninguém tira.

Pensei em dar-te um simples sorriso,

Ou uma caixa de energia,

Que de vez em quando também é preciso,

Naqueles dias em que se acorda por acordar,

No meio de um sonho vazio,

Sem a noite acabar.

“A gente vai continuar”

Espera por mim…

Espera que a chuva passe…

No fundo do copo está…

Tudo o que se imagina,

E também parte de mim…

Obrigado por seres assim!

Parabéns*

Deu-me para escrever. Foi o que saíu.lol

Pode estar mal mas a intenção até é boa. xD

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Lua Cheia

Gosto da paz da noite,

E o que significa.

Gosto das folhas caídas,

Que se movem pela brisa.

Sinto que a Lua me hipnotiza…

Vejo as nuvens rendidas pelo ar,

Invadem-me beijos com sabor a Luar…

Conheço o cheiro de cada clarão no escuro,

De cada sombra na multidão.

Vivo o sonho de qualquer noite,

De qualquer lado…

Quero a sombra de qualquer gente,

O repouso tranquilo e quente,

Que o relento consome de repente…

Para me perder.

Recordo o firmamento para lá do teu rosto…

Respiro o alento,

Que tem a distância…

Entre dois corpos,

Quase celestes…

Ora vivos,

Ora inertes…

Que a Terra não quis lembrar,

Enquanto gira sem abrandar…

Por te querer.

Quando tudo o que olhamos está a passar.

“Transforma-se o amador na cousa amada,
 Por virtude do muito imaginar;
 Não tenho, logo, mais que desejar,
 Pois em mim tenho a parte desejada.”

Luís de Camões

E quando um sonhador se transforma num sonho?
Qual o limite para se querer alguma coisa? Qual o limite para amar?

Como alguém lá em Chipre dizia:

“i αm τhe drεam ..y0u αrε τhe drεαmer”

Acho que no fundo estas duas citações não são assim tão diferentes. Julgo que o conceito é o mesmo.

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