Sexta-feira, 7 Novembro 2008

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O que ficou

Continuo à procura.
Algo me prende:
A ti.
A uma imagem impossível.
Procuro o que o tempo quis.
O que a realidade quer.
O que o sonho diz não ser,
Um estranho acaso.
Não foi.
Não é.
Não és.
Nada.
Não sou.
Nunca fomos.
Nunca poderíamos…
Continuo a pensar.
Continuo a palpitar,
Em cada momento,
Por cada gesto.
Não foste nada,
Não és.
Mas isso não torna
O passado mais frio,
O presente menos ausente.
Não sei porquê.
Nunca soube.
A sombra é a mesma.
A luz não se esvai.
A noite é a de sempre.
E o olhar…
Esse…
Não faz sentido.
Tanto tempo…
Tão estranho…
Porquê?
O quê?
Nada.
É só um espaço,
Turvo,
Vazio.
És só tu
Sentindo sem saber.

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