Domingo, 9 Novembro 2008

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Parte de mim

Escrevo para uma pessoa que apareceu na minha vida há relativamente pouco tempo. Escrevo para uma pessoa com quem, todos os dias, vou aprendendo a ser o que realmente sou. Escrevo porque me pediste para escrever. Escrevo pelo que és e pelo que tens sido [não pelo que alguma vez possas ter sido]. Obrigado por seres. E obrigado por seres parte de mim.

 

És muito.
De mim,
Das casas,
Do azul
Do meu céu
Das árvores,
De nós.
A janela aberta
Sobre o rio.
A ponte para mim.
Do que resta,
Para o que vai restar.
És-me.
Eu sou tu,
Mistura de cores,
Vivas e definidas,
Opostas,
A despojos de pianos,
Em tons de sépia.
És o que há de novo,
A cidade distante,
Meu quarto-minguante,
Estrada de rumo errante.
És meu levantar
Do chão,
Do que foi vão,
Do que pode restar…
Resta o frio,
Restam jardins vazios:
O que não sou.
Faz-me ser.
Sê o meu porto,
A minha causa.
Serei uma amarra,
Ou a rede,
O teu ombro.
Sê os meus desejos,
Serei a tua razão.
Sê tu mesma…
Faz me sonhar…
Serei só eu,
Fazendo-te acreditar.
Tudo o que,
Poderias ser,
És.
E tudo aquilo que sou,
És tu.

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