Neste momento há um texto que me dá força. Não é só um texto. É um conjunto de palavras vivas. Não voltarei a ter medo do escuro…
Este representa a estreia da minha Fita de Curso… Escrito por uma amiga muito especial. Obrigado.
Preto não é luto mas escuridão, cor que tão bem personifica o nosso âmago perante o incerto. A cegueira existencial com que vivemos, sem Braille que nos guie para a direcção certa. É essa a cor que vestimos a cada final, ao cortar da meta, a respiração ofegante, irregular, a blurry vision, sintomas da fraqueza do corpo perante as adversidades. E daí vestirmos o preto, pela debilidade do nosso próprio sistema, aquele em que somos o Sol e em que todos os planetas, todos os subsistemas biológicos, sofrem movimentos de translação em torno de nós, dos nossos desejos, das nossas necessidades, em busca do equilíbrio. Por isso, no momento em que lançares sobre ti a capa, lembra-te que esta é uma cor de revolta e não de tristeza, a ser encarada como uma bofetada psicológica ao teu inconsciente, lançada como um desafio a ti próprio, o de te descobrires, o de sentires o teu corpo a fervilhar, ofendido pela provocação, pronto a ripostar, a iniciar mais uma corrida e a rasgar a próxima meta com uma violência que faça com que a bíblica travessia do Mar Vermelho pareça diminuta em comparação com as ondas que ele ergue para que no fim da próxima prova sejas mais resistente e mais audacioso nas metas que pretendes cortar já não com o torso, nem com os braços bem erguidos nos ar, mas com a tua mera vontade.
E ,agora que a letra e o discurso aparentemente inextinguível me identificaram, saliento o gosto de ser a pessoa que te “abre” a fita, mas que não fará fitas em discursos emocionais ou de torrenciais desejos de boa sorte, saúde e amor. Se definidora me cognominas porque definiria eu pedras a pisares? Pensei em escrever-te um texto, dedicar-to, um daqueles do género da “ Carta a um frustrado”, com que tu, talvez um pouco desesperadamente te identificas, mas isso seria dar asas à tua indefinição. Em vez disso, chamo-te à Terra para que te encontres com a matéria que deves pisar, usar como trampolim para o salto mas, mais importante, como espaço para regresso. Não te percas em ilusórias indefinições, tu sabes o que és mas, por vezes, o medo é superior e preferes manter-te atrás de um véu que apelidas de desconhecido.
“Death is not the biggest fear we have; our biggest fear is taking the risk to be alive”
O risco de estar vivo é o melhor desporto radical que encontrarás, o que te provoca a maior taxa de produção de adrenalina, é a nossa melhor droga, a maior toxina e o mais puro nutriente. Ser estudante é estar, incessantemente vivo, é sentir-se interminavelmente compelido a procurar um novo enigma que, mais do que o gosto da descoberta, nos fornece mais uma peça para o puzzle que chamamos existência.
Saudações Académicas !
Yes, we can
Diana Duarte
Tags: Diana
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Este foi para ti, Eduardo. Mas também para todos os que vão vestir, vestem e vestiram a capa. Os que são e sempre serão estudantes, porque deixar de querer conquistar o desconhecido, deixar de buscar o inatingível é deixar de viver, é deixar de ser estudante.
Diana Duarte
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Uau
…
Todo
0
Mudo
Escreve
Nas
Nossas
Esperadas
Fitas
…
Mas
É
Tanta
A
Expectativa
Que
n
Ninguém
Consegue
Pensar
Em
Algo
Que
Se
Relacione
Apenas
Com
A
Pessoa
Em
Causa
!
Fizest
Uma
Boa
Escolha
!
=)
L00L
Beijinho -
inda n cheguei la..
hei-de chegar 😀
-
oi
bem..pediste um comentario e aki vai ele!
a menina diana sempre teve este dote para a escrita, mas desta vez superou todas as expectativas!
esta dedicatoria ta mesmo “grandiosa e magica”!
parabens diana!
mas parabens tambem ao eduardo por te-la feito escrever este magnifico texto..
desejo-te a ti eduardo mtas felicidades nesta nova fase e aos dois k sejam os pombinhos mais pombinhos de sempre..lol xD
va…portem-se bem!..ok?! eheh
bjinhos aos dois
a amiga
Ana Rita Guedes

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