não sou o que dizem [vêem],
fazem [de mim].
sou eu.
a verdade crua
nua,
sob o asfalto
desgastado pelo tempo
e por memórias
que ninguém apaga.
sou esse rosto
que friamente
espreita pelo domínio do estático;
o caminho que se faz parado,
andando pela luz do tempo.
o azul desse céu
que busco
e não alcanço,
atrás das nuvens que ficaram.
sigo.
há mais ar à minha espera.
-
muito autêntico, muito teu!
podemos buscar, a tal “busca incessante” dos sentidos talvez, podemos até espreitar o Mundo e inevitavelmente este esbarra em nós e acabamos perturbados pensando que sentimos quando afinal o sentir excessivo rói tudo quanto seja a normalidade dos dias.
Eles passam, e nós não deixamos de os analisar, até que o cansaço fica entranhado em nós, devido ao sonho não passar disso mesmo.
Mas “Faz parte começar outra vez”, continua, segue essa estrada que tu próprio desenhas, não deixes de o fazer, não deixes de Reparar pois “há mais ar à tua espera”.
beijinho -
‘wish you were here’
=) -
Bem, só porque me pediste para comentar escolhi o texto mais piquinino :p lol
gostei 🙂

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